segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Thrash Devastation – Mosh Compilation - 2010


Ao ouvir a coletânea Thrash Devastation – Mosh Compilation tem-se a impressão de uma viagem no tempo. Algo entre os anos 80 e o ínicio dos anos 90. Época de ouro onde surgiam as raízes do metal extremo. Está tudo aqui: a vestimenta, a sonoridade e a atitude. A foto da capa diz tudo num mosh pit infernal. Destaque para as bandas que cantam em português. Produzem um som de difícil adaptação à língua e tem resultados no mínimo elogiosos. 18 petardos de tradição metaleira pra serem degustados com muita cerveja. Sincera colaboração ao Metal Tradicional.

Nota:7/10
Selo: Metal Reunion Records
Data de lançamento: ?/?/2010
Website: http/musicreunion@gmail.com

Track list:
01 - Vox Mortem - Blessed Trinity
02 - Nuclear Frost - Forst Doom
03 - Terrorstorm - African Agonizes
04 - Sounder - Soldiers From Hell
05 - Tumullus - Thrash Metal
06 - Peligro - De dontes a Doenças
07 - Evilness - A Caminho do Mal
08 - Vingança Suprema - Prepare-se Para Matar
09 - Instinto Assassino - Guerreiro Da Liberdade
10 - Instinto Assassino - Instinto Assassino
11 - Vingança Suprema - Soldados Do Mal
12 - Evilness - Causas Mortais
13 - Peligro – Enchentes
14 - Tumullus – Intolerância
15 - Sounder – Tormentor
16 -Terrostorme - Criminal Behavior
17 - Nuclear Frost – Mänsklighet
18 - Vox Mortem - Veias abertas

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Extreme Reunion - Hell Compilation


Ouvindo Extreme Reunion - Hell Compilation tem-se a dimensão do poderio do metal nacional e internacional, bandas de vários estados do Brasil, três bandas representando Panamá, Japão e República da Eslovênia. Mesmo num país em que a cultura do entretenimento é uma piada grosseira e sem graça prova-se que organização, empenho, gana e amor pelo que faz finda por render bons frutos. A coletânea é um passeio por vários estilos do metal extremo. Desde Thrash Metal ao mais repulsivo Pornogore. “Almigth Emperor” inicia a desgraceira num black metal rasteiro, cru e doentio. “Breeding fear” de cadência mais lenta, vocal gutural, traz laivos de doom metal. “Delicta Carnis com timbres mais secos, naturais, relata uma batalha. “Inner Shadows” mostra um excelente trabalho de guitarras, destaque pra bateria com uma sonoridade de difícil definição mas bem interessante. “Abortion” é niilismo, caos total, vocal cuspido regurgitando sem parar. Os eslovênios propagam a ruína. “Destruction Of Bodies” tem uma pegada pesada mas a gravação não ajuda. Mesmo com esse ponto negativo não atrapalha o talento da banda. “Supremos” é linhagem ancestral do black metal. “Licorgasmalcooltra 39%” é pornogore doentio sem sentido e apocalípitico. “Verhatsst” mais black metal a velocidade da luz com verdadeiras serras elétricas reverberando riffs que são puro tormento. “Equinoxio” perfeitamente tosco, os panamenses dão conta do serviço com qualidade. Das profundezas do Norte brasileiro o “Evil Sindicate” executa um death metal tradicional. “Damage Digital” é o extremo de uma audição dolorosa. Os japonese não economizam em barulho e ódio. “Frozen Aeon” é a pior gravação do disco, tenho certeza que com uma gravação melhor poder-se-ia avaliar de maneira mais qualitativa. “SxMxH” nos presenteia com um grind noise core à moda antiga, sem frescura. Um soco no ouvido. “Crespúsculos dos Ídolos” repousa entre o black metal e o death com climas de sinfonia. Observe o vocal em português. “Barbathus” também entra no rol das piores gravações desta compilação. “Necropse” vomita gore splatter de primeira linha. “Necrose Vaginal” implanta a insanidade mental numa faixa completamente sem sentido. “Imperial Souls” é outra que a gravação é simplesmente inaudível. Hell Compilation é um passeio pelo inferno de sensações. Coletânea altiva à altura do underground nacional.

Ps: . Evitei falar das faixas de bandas que tiveram mais de uma música no álbum. Quis evitar a obviedade da repetição.

Nota:7/10
Selo: Metal Reunion Records
Data de lançamento: ?/?/2010
Website: http/musicreunion@gmail.com

Tracklist:
01 – Almigth emperor - Dark savage extermination
02 – Breeding Fear - Total insanity
03 – Delicta Carnis - Massacre of the battlefield
04 – Inner Shadows - In memorian of pain
05 – Abortion - Weapons for all
06 - Destruction of Bodies -False world
07 - Supremos - Seed of destrucion
08 - Licorgasmalcoolatra 39% - Vulvas em chamas
09 - Verhartsst - A nightmare we witness
10 - Equinoxio - Raise the furious Hunt
11 - Evil Sindicate – Hecatomb
12 - Damage Digital - Economic animal
13 - Destrucion of Bodies - Lost forever
14 - Frozen Aeon - Christ is dead
15 - SxMxHx - Momento de desespero
16 - Crepúsculo dos Idolos - XX Aeon
17 - Barbhatus - Military force domain
18 - Necropse – Repulsa
19 - Necrose Vaginal –Ogitepmi
20 - Imperial Souls - Dick in the ass of Christ
21 - Crepúsculo dos Ídolos - Mago

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Mercuryo - The Prpjectile Mercuryio - 2008


Mercuryio em The Mercuryio Projectile é verdadeiramente um fiasco. Pura egotrip de mal gosto incondicional. Diríamos que traduz categoricamente a expresão “pé na jaca”. Nada se salva no disco. Cada faixa é um monumento ao óbvio. Flertando com industrial, progressivo, alternativo. A mistureba não funciona e causa embrulhos. Os teclados nunca foram tão injustiçados quanto nesse álbum. Climas bregas. Sonoridade datada.É um registro que soa pretensão do inicio ao fim. Tropeça no amadorismo e na ausência de talento. De boa intenção o inferno tá cheio. Mais um que vai pro limbo do esquecimento sem nada alcançar

Nota: 3/10
Selo: Indepedente
Data de lançamento: ?/?/2008
Website:www.myspace.com/mercuryio

Tracklist:
01 – Repugno
02 – The ones
03 – The day i dreamed with you
04 – A-deus
05 – Chimera
06 – Cadaver
07 – Ritual - bonus track
08 – C.U.C.A - bonus track
09 – Say my name - bonus track
10 - Once Denied part I - bonus track
11 - 10-Once Denied part I I- bonus track

Drowned - Box of BonesAll In The Day - Ten Years Crushing - 2009


Box of Bones – Ten Years Crushing All In The Way do Drowned é um bom exemplo de profissionalismo e dedicação. Tudo como manda o figurino. Material gráfico de excelente acabamento. Sonoridade pesada, maturidade nos timbres. 14 petardos de um death thrash direto e sem frescuras. Dvd com clips, shows. Mantendo-se na estética da velha escola vale destacar algumas faixas “God Verming Underground” é uma massa sonora com um belo trabalho de guitarras. “Back From Hell 2003” traz a mensagem em poucos minutos. Vocais agônicos. “Learn To Obey” mostra-se mais técnica, baixo que se destaca, solos simples e eficientes. O DVD traz todos os vídeos promocionais da banda; “Bio-violence”, “The Fossil Target”, “New Rome Arises”, “AK 47”, “The Son Will Note Return”. Shows em Minas Gerais, Brasília, São Paulo e um na Alemanha.a qualidade sonora de alguns dos vídeos não é muito boa.Vale pelo registro. Mais uma vez Minas Gerais afirma ser um celeiro de metal de qualidade.

Nota: 7/10
Selo: Congumelo Records – Relapse Records
Data de lançamento: ?/?/2009
Website: http/www.myspace.com/drownedmetal

Tracklist:
01 – State has left the building
02 – 02 Seconds before the shot
03 - Just metaphors (our soul were already sold)
04 - Subspecies rising
05 – The lungs are sick
06 – God was dead
07 – All depise for god
08 – God vermin underground
09 – Sight in green
10 - Blind earth
11 - Back from hell 2003
12 - Learn to obey
13 – Words from the pit
14 – Where dark and light divide

Dvd
Promo videos
Live in Belo Horizonte – 2005 – By The Evil Concerts
Cogumelo Records 25th Anniversary Festival – 2005 –
Live in Belo Horizonte – 2003 - Butchery Age Concerts
Ribeirão preto – SP - Metal Rebellion Festival – 2007 – Bio-violence Concerts
Live in Meiben/Germany – 2008
Live at Porão do Rock – 2005
Live at Camping & Rock - 2000

II BRUTAL ZONE - CASA CULTIVA


No dia 01 de outubro de 2010 foi realizado pela TERROZONE PRODUÇÕES o II BRUTALZONE na Casa Cultiva na Aruana. Quem dá início ao descontrole mental é a INRISÓRIO, formação nova, composições novas, dilacerando com um death grind chapado de breakdowns e vinhetas psicoticamente sugestivas. A trupe infernal mandou uma atrás da outra. O frontman Ralf Chicão vendendo simpatia conquistou o público que mesmo em pequena quantidade deu exemplo e correspondeu no mesmo grau com o calor da banda. Um show divertido sem perder a seriedade que corrobora o estilo. Logo depois foi a vez dos alagoanos do GORESLAVE tacar fogo no circo. Power trio infernal que não deixou por menos e dilacerou pescoços e ouvidos numa performance majestosa. Sem dá descanso destilou com esmero técnico e brutalidade um set list rápido e conciso. Destaque pro baterista que também é responsável pelos vocais. Blast beats furiosos, bumbos acachapantes. Sem nenhum exagero realmente notável. Cada um executando com maestria impecável um instrumental poderoso e arrebatador. Obedecendo o cronograma a SIGN OF HATE nos presenteia com uma leva de hits infernais. Um show feroz, veloz e cru. Mestre Euclides e seus asseclas destrincharam os corpos dos presentes. Rifferama desgraçada, cozinha avassaladora, solos esquizofrênicos, e o “ogro do pântano” vomitando praga por cima de praga. Para finalizar os paulistanos da ANDRALLS despejaram fast thrash a mil por hora. Agora com a nova formação solidificada e viajando pelo país fizeram um show sem defeitos. Música pra botar a rodar pra girar e pra entortar pescoço de headbanger. Destaque pra cozinha de Eddie e Xandão esbanjando harmonia e energia. Mais uma vez a TERROZONE PRODUÇÕES agradece a presença de cada um. Pois sem essa presença mesmo que mínima a cena não sobrevive. Pois não adianta reclamar e sustentar o comodismo da fofoca que envenena e destrói. É isso que o “inimigo” quer, que morramos por nossa língua, condenados por aquilo que condenamos. Apesar dos pesares foi muito bom. Quem não foi sabe muito o que perdeu! E esperem por novidades. Stay extreme culture!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Necrose Vaginal - Sacanagem


Lentamente o universo do extremo vai reconhecendo as qualidades de bandas que levam o termo extremo a sério. Sem tendências filosóficas, dogmáticas e políticas. Gore, Splatter, Pornogore e variantes mais absurdas vão surgindo e solidificando-se no meio. O petardo que tenho em mãos é um perfeito exemplo disto. Necrose Vaginal esculhamba de vez nesse full-length. Sacanagem, sim, Sacanagem é o titulo. 32 faixas do mais miserável gore splatter porn grind death metal.Impossível falar de cada uma delas. Mas com esforço irei destacar algumas dessas pérolas. Os títulos ultrapassam a noção de estupidez. Prestem atenção em “Auto trepanação com uma garrafa de 51 para o álcool chegar mais rápido ao cérebro” grunhidos seguidos de uma melodia bruta e primitiva. Gritos desesperados. Velocidade. Ininteligível é um elogio. É um verdadeiro desfile de bizarrice desmesurada. Açougue é playground, cabaré é igreja, necrotério é sala de estudo. “Gozando na boca de uma prostituta anã estudante do catecismo” tem passagens crustcore pra descambar na doideira de vez em blast beats furiosos. “Mutilação estranha regada à demência anormal” é quase dadaísmo sonoro. E por aí o disco vai. Os caras dão o recado com perfeição. Perfeito para uma noite num bordel. De preferência a Vila Mimosa no Rio de Janeiro.

Ps: Detalhe, de sacanagem ou não a 32º faixa não toca

Nota:8/10
Selo: Metal Reunion Records
Data de lançamento: ?/?/?
Website:http/www.myspace.com/necrosevaginaloficial

Tracklist:
01 –Romeu e Julieta (INTROvaginal)
02 – Tentando ler o logo da Necrose Vaginal...
03 – Auto trepanação com uma garrafa de 51...
04 – Nathalia fugiu do hospital em BH
05 – 05-Caramujo africano saindo do cú...
06 - Diasepam (Raphael Tarja Preta)
07 - Ui ui ui ui ui aaarrrrrggghhhhhhh aaaaaaaaaa
08 - Narcocorrimento vaginal expondo vísceras
09 - Gozando na boca de uma prostituta...
10 - Ogitepmi
11 - Doente mental necrosado...
12 - Mutilação estranha regada...
13 - Prostitute de Ipanema
14 - Dançarina da Necrose Vaginal
15 - Consequence (Gut Cover)
16 - Pompoando o odor infectante do gore grind
17 - Natal em um puteiro
18 - Vc esttá perdendo tempo lendo...
19 - Festa no hospício
20 - Coroa safadona estrangulada...
21 - The Kill (Napalm Death Cover tocado errado)
22 - Suprasumo da ignorância manifestado como crente
23 - Violento escárnio aguçando o ódio
24 - Cerveja, cerveja , cerveja...Coca com cachaça
25 - O parasita mucoso que habitava...
26 - Conjutivite do olho do cu...
27 - Zeca colando a camisinha do nariz
28 - Corrimento céfalo anal...
29 - Não aguento mais pensar em nomes bizarros...
30 - Usando papinha de criança...
31 - Cagando verde depois de....
32 - Sacanagem

Licorgasmalcoolatra 39% - A Noite Dos Baba Xotas -


Decadência humana, sexualidade obscena e descontrolada, ironia, álcool, capa terrivelmente desenhada, sonoridade abusivamente troncha, insanidade mental. Eis as “qualidades” do promo A Noite Dos Baba Xotas da banda Licorgasmalcoolatra 39%. O que seria motivo simples para exortar a banda torna-se o elemento para eleogiá-la. Mesmo que falasse mal estaríamos elogiando no final das contas. “Metanol” dá início ao um mergulho num mundo doentio. O barulho da cerveja sendo aberta é poesia pura. Um louvor a bebedeira sem limites. “Fudendo Rápido” destila misoginia em alta escala. A bateria mais parece gravada no quarto de um dos integrantes, as guitarras soam rasgantes e agudas. “Vulvas Em Chamas” reforça mais ainda o discurso dionisíaco, “pega fogo” é palavra de ordem de qualquer sessão sadomasoquista que se preze. “Incesto A Espera” é rápida, suja, e gritada ao extremo, vocais guturais esmagando os tímpanos. “Consequence (Gut cover)” homenageia um dos ícones do estilo. “Festa Do Baco” faz parecer que um mundo inteiro é pura orgia incontrolável. A faixa homônima ao título, é destempero puro, mais sexo, mais barulho, mais descontrole. “Punhetão” é mais variada, partes rápidas, momentos de cadência, mas a desordem mental não cessa. “Brutal Penetration” é caso de clínica. A mais rápida do disco, parece que as baquetas vão atravessar a caixa. “Scathalogic Madness Possession” não deixa por menos e prossegue com a bagaçeira. “Ritmo De Bêbado” fecha com chave de ouro. Ausente de qualquer resquício de sanidade detona de vez a paciência do ouvinte. Novos tempos velhas fórmulas. Que apertem o botão de vez!

Nota: 7/10
Selo: Music Reunion
Data de lançamento: ?/?/2009
Website:http/www.myspace.com/licorgasmalalcoolatra

Tracklist:
01 – Metanol
02 – Vulvas Em Chamas
03 –Fudendo Rápido
04 –Incesto A Espera
05 –Consequence (Gut cover)
06 – Festa Do Baco
07 – A Noite Dos Baba Xotas
08 – Punhetão
09 – Brutal Penetration
10 – Scathalogic Madness Possession

Les Sardines - Oostende - 2009


Les Sardines é rock simples, desprentesioso e divertido. Oostende é um promo de quatro músicas, capa tosca, e masterização sem muitos requintes. Pitada de surf rock, psychobilly e uma atmosfera meio punk. “Sardine Men” abre o promo com uma levada que trouxe-me a memória o riff de Batman. É puro nonsense. Soam primitivos. Nem parece uma banda atual. “Sayonara” dá seqüência à festa. O refrão gruda na cabeça e é de difícil libertação. “Les Sardines” soa cansativa talvez porque tente fugir da linha sonora das faixas anteriores. “Zane Fountain” finaliza o álbum, mais rock, menos surf. Álbum pra se ouvir no ônibus, lavando os pratos ou dormindo.

Nota: 5/10
Selo: Music Reunion
Data de lançamento: ?/?/2009
Website:http//www.myspace.com/lessardines

Tracklist:
01 – Sardine Men
02 – Sayonara
03 – Les Sardines
04 – Zane Fountain

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Predatory - Contesting The Truth Of Death - 2009


Se queres três doses de peso, técnica e melodia, Predatory tem o presente perfeito pra vc. O demo Contesting The Truth Of Death não poupa esforços. “Sickly Psychological Profile” tem um tom caótico mental, pegada thrash inconfundível, um retorno gracioso à velha escola. Apesar de longas as faixas envolvem o ouvinte, não deixam o marasmo adentrar os ouvidos. O niilismo da letra é algo de poético. “Message Of Death” tiros, gritos, explosões. Introdução suave e melodiosa, tambores marcando o compasso, apenas um pequeno deleite, logo após blast beats e inicia-se a rifferama que chama a cabeça headbanger. Música variada demonstrando o nível profissional da banda. “Dirty Scum Noise” é gás puro, compasso rápido, refrão cadenciado, baixo bem destacado, belo duelo de guitarras. Resta-nos apenas esperar um álbum completo.

Nota: 6/10
Selo: Violent Records
Data de lançamento: ?/?/2009
Website:http//www.myspace.com/predatorythrashmetal

Tracklist:
01 – Sickly Psychological Profile
02 – Message Of Death
03 – Dirty Scum Arise

Holiness - Beneath The Surface - 2010


Holiness desponta no mercado fonográfico com a responsabilidade de ser uma grande promessa do metal nacional. Que Beneath The Surface é um disco bem gravado não resta dúvida. A produção de Aquiles Priester casa com perfeição com o instrumental da banda. Ter sido masterizado em terras germânicas é outro mérito positivo.O encarte virar um pôster quando aberto também é uma boa sacada. De faixa em faixa constata-se que tal promessa talvez não seja cumprida. A banda não surpreende. As vezes é extremamente pop. Outras vezes soa pesada e envolvente. E um eco de The Gathering, Lacuna Coil e correlatos do gênero abraçam o ouvido calejado. E fica difícil de definir o estilo. Enfim temos em mãos um disco suave repleto de visões e questionamentos existenciais. Pode-se dizer que faltou uma pitada mínima a mais de peso e agressividade. E pra confirmar a veia pop o disco é finalizado com um cover de Alanis Morrissette, “Uninvited”, numa roupagem mais pesada e soturna do que a original. Nada de novo sob o sol, mas para muitos será diversão garantida. Voilá! Pra frente que atrás vem gente!

Nota: 5/10
Selo: Independente
Data de lançamento: ?/?/2010
Website:http//www.myspace.com/officialholiness

Tracklist:
01 – Rise
02 – The Truth
03 – Wath I Want
04 – Higher
05 – Waiting For A Change
06 – Take Me Closer
07 – Mine
08 – Into The Light
09 – Breath in Time
10 - Uninvited

Destrutor - Coerção Profana - 2009


Ouvir o promo Coerção Profana da banda Destrutor me fez revirar minha coleção e desenterrar dois clássicos do metal nacional, Dorsal Atlântica e Apokalyptic Raids. Pois ouvindo fui transportado para a era inicial do metal aqui no Brasil. Destrutor traz todas as qualidades. Cantando em português, gravação tosca, produção gráfica extremamente básica. É uma pérola atrás da outra. Sete dardos envenenados de metal à antiga. O clima é de cerveja a mil por hora, visões caóticas do futuro, misoginia, e mais álcool. Mesmo sendo monotemático na abordagens das letras a mensagem é passada com qualidade. Álbum perfeito para um tarde tediosa de domingo. Destaque para “Calor da Guerra”, sente-se todo o clima vintage, mesmo com uma produção que não ajuda muito, mas talvez isso seja todo o glamour da banda. Ao vivo deve ser uma pancada só. “Soldados Infernais” deveria ser um hino da nação headbanger. Se tem uma banda que merece o termo Old School Metal essa é o Destrutor.

Nota: 6/10
Selo: Metal Reunion
Data de lançamento: ?/?/2009
Website:http//www.myspace.com/destrutor666

Tracklist:
01 – Intro
02 – Ataque Infernal
03 – Portais Do Inferno
04 – Calor Da Guerra
05 – Soldados Infernais
06 – Guerreiros Do Metal
07 – P.S.L.
08 – Into The Light
09 – Vida Sem Rumo

terça-feira, 28 de setembro de 2010

The Way Of Purity - Crosscore - 2010


Crise messiânica? Salvação do mundo através da manutenção de valores hipócritas? Fechar os olhos diante da máquina devastadora que é o “dogma”? Fazer-se surdo aos apelos ditatoriais dos que não acompanham a evolução? Caminhar repleto de esperança utópica? Pois é. Além desse fardo de difícil aceitação a The Way Of Purity nada adiciona de novo ou inusitado no mercado sonoro com a pífia colaboração deste álbum Crosscore. Composições óbvias, instrumental mediano, fórmulas que se repetem por todo o disco. A arte do disco é de gosto duvidoso. Piegas, insalubre, desfila um plantel de imagens sacras mescladas a sangue. As composições despencam numa chuva de arremedos revelando imaturidade total. Vocais femininos parecem um eco do que há de mais tétrico no mercado. Enfim é um disco moroso que mais alimenta de tédio o ato de contemplar do que fornece curiosidade. Indigno de repousar numa estante de bom gosto.

Nota: 3/10
Selo: Aural Music – Worm Hole Music
Data de lançamento: ?/?/2010
Website:http//www.myspace.com/thewayofpurity

Tracklist:
01 – The 23RD Circle Breeds Of Pestilence
02 – Lycanthropy
03 – Anchored Suffocation
04 – The rise of Noah
05 – Loyal Breakdown Of Souls
06 – Sinner
07 – Egoist
08 – Deathwish
09 – Burst
10 - Pure

Mechanical God Creation - CEL XIII - 2010


Mechanical God Creation ataca os ouvidos com uma dose concisa de peso, velocidade, melodia e produção no ponto neste álbum cheio CELL XII. Quão satisfatório é ouvir uma banda liderada por uma mulher que além de portar atributos belos traz em sua garganta a potência de uma ira gutural beirando o screammer. Sem deixar dever às grandes musas do Arch Enemy, Holy Moses, Walls of Jericho e o saudoso Opera IX; Lucy dá o recado com clareza e altivez. A mixagem de Alex ‘mudehad’ Azzali casa-se perfeitamente com o instrumental da banda. A arte do álbum é de encher os olhos. É um sopapo atrás do outro. “MTBF” nos traz uma atmosfera de masmorra, subitamente a porrada já entra em ação. A sonoridade das guitarras soa ao mesmo tempo límpida, suave e pesada. “Project Kill” demonstra a habilidade do baterista, as paredes sonoras das cordas unem-se em harmonia, faixa bem trabalhada com passagens lentas, variedade rítmica, um toque de groove e depois mais velocidade. “2012” entra no clima de fim de mundo próximo, uma muralha de bumbos mantém o clima, vocais perfeitos, blast beats enfurecidos anunciando caos. “I Shall Remain Unforgiven (Feat.Cadaveria)” é uma das melhores faixas, clima de velha guarda, e conta com a participação da magistral Cadaveria do Opera IX que dispensa apresentações, ambas dão o recado com maestria infernal revezando os vocais numa verdadeira aula. Meninas eis um belo exemplo a ser seguido. “Process Of Mental Killings” emana psicose do início ao fim, evocando às profundezas do ódio humano, excelente dinâmica de bateria. Finda-se a melodia com impecável velocidade e vocais tonitruantes. “Divinity” parece fugir da essência do álbum mas é mero engano, a pauleira retorna, sem dá folga pro pescoço a pancada continua. “Inhuman Torture Surgery” equilibra a velocidade com cadência. E resvala no Gore, não na sonoridade é claro, sim no tema que remete à cirurgia. O baixo destaca-se nesta faixa. “Trespass And Kill” é doença na veia, olhos cheios de sangue, mãos trêmulas, uns diriam que soa cansativo, mas é a coerência que permeia o álbum que o faz digno de contemplação. “Death Business” finaliza o álbum, mesmo sendo a maior faixa não perde o rumo, mais lenta, com bumbos pontuados com precisão, riff hipnotizante, lhe prepara para o fim. O baixo revela-se mais uma vez abrilhantando a composição. Eis que o fim chega e espera-se mais.

Ps: As faixas estão trocadas no cd. Erro de gravação. A faixa 4 está na faixa 5 e vice-versa.

Nota: 8/10
Selo: Aural Music – Worm Hole Music
Data de lançamento: ?/?/2010
Website:http//www.myspace.com/mechanicalgodcreation

Tracklist:
01 – MTBF
02 – Project Kill
03 – 2012
04 – Process of Mental Killings
05 – I Shall Remain Unforgiven (feat. Cadaveria)
06 – Divinity
07 – Inhuman Torture Surgery
08 – Trespass And Kill
09 – Death Business

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

VII NORDEXTREMO - Casa Cultiva ( antiga Casa de Rock) - Aracaju - Sergipe


O VI NORDEXTREMO realizado na Casa Cultiva (antiga Casa do Rock) em Aracaju(SE) mostrou o poder do metal em terras nordestinas. Público variado. Contando com a nova geração e com a velha geração que nesse show compareceu em peso. Demonstrando civilidade e evolução. Sem brigas, fofocas e radicalismos sem fundamento. As bandas Dominus Praelli(PR), Apocalyptic Raids(RJ), e as bandas locais Aliquid, Sign Of Hate e Impact, destilaram estilo, sonoridade extrema, técnica sonora e empatia. Quem abre o show é Aliquid. Banda da nova geração do Heavy Metal sergipano, realizou uma apresentação coerente e sem frescuras, instrumental conciso, talvez o pecado da banda seja o vocalista com registros agudos imperfeitos. Excelente baterista. Logo após a Dominus Praelli(PR) envolve a todos com sua criatividade. Executando com extrema qualidade um Heavy Metal seco, contagiante e verdadeiro. Uma apresentação que fez os pescoços girarem. Dinâmica de palco sem defeitos. E entre uma música e outra discursos inflamados repletos de revolução, história e crítica. Logo após foi a vez da Apocalyptic Raids(RJ) fazer um dos melhores shows da noite, revelando-se uma surpresa. Eles realmente honram o termo Old School Metal. Visual, sonora e intelectualmente. Tocaram uma atrás da outra sem dá folga ao pescoço do headbanger. Uns olhavam, outros se esbagaçavam na fábrica de riffs. Equalização seca bem definida traduzindo com exatidão a fúria da banda. Mesmo alquebrados por um longa viagem e doentes satisfizeram a sede de “cultura extrema” do público sergipano. Sign Of Hate foi uma desgraceira só. Alguns problemas com a equalização prejudicaram em algumas músicas a apresentação da banda. Porém isso não atrapalhou em nada o massacre sonoro. Uma pedrada atrás da outra. O “Frank Sinatra do inferno”, Márcio, vocal da banda, regurgitou melodias repletas de paranóia e desalento. A broca da Sign Of Hate perfurou com qualidade os ouvidos dos presentes. E quem finaliza o show é a Impact que insisto de classificar como “thrash black metal”. O carequinha Bruno soltou os trinados na madrugada fresca da praia de Aruana. Uns já dormiam. Outros cambaleavam. Mas isso não desanimou a banda que tocou numa gana invejável sem dá folga. Baterista de excelente pegada completa a banda com qualidade indiscutível. A apresentação da Impact foi encurtada porque um dos instrumentistas machucou a mão. No geral foi um evento excelente em que público, bandas, organização estão de parabéns.

Nonsense - Trilha Sonora Em Quadrinhos - 2010


Os cariocas da banda Nonsense demonstram persistência saudável em Trilha Sonora Em Quadrinhos (2010), novo álbum que transborda psicodelia esquizofrênica a todo vapor. Um mosaico de referências cinematográficas, musicais, e obviamente quadrinhos. Quem não leu tiras de jornal, quem não teve um herói preferido, quem não teve uma revistinha debaixo do travesseiro? Masterização despojada mas que dá conta do recado de maneira sublime. Capa corresponde ao caleidoscópio sonoro. “Fantasia” parece doce mas descamba pra vocais lúgubres, riff minimalista, vocais em megafone, para terminar num clima de apoteose caótica. “Robôs” é como se o Kraftwerk tivesse se encontrado com o Melvins. “Quentin Tarantino” é brincadeira pop retrô. Samplers, teclados, poesia dadaísta. “A luta” vinheta paranóica, ligeira, um tiro. “Efeito borboleta” mergulha numa atmosfera free jazz meio muzak, cada membro em viagem própria mas todos em harmonia. Uma das melhores faixas. “O pistoleiro” é uma ode ao anti-herói. A influência da Música Atonal de Vanguarda se faz presente. Texturas sonoras claustrofóbicas. “Sopro” fecha com chave de ouro o petardo dissonante; som de algo queimando, amassado, não sei bem definir o que seja, em contraste com som de sinos, teclados é onírico e entorpecedor. Pra ouvir lúcido nas primeiras da manhã.

Nota: 6/10
Selo: RV Records
Data de lançamento: ?/?/2010
Website:http//www.bandanosnsense.com


Tracklist:
01 – Fantasia
02 - Robôs
03 – Quentin Tarantino
04 – A luta
05 – Efeito borboleta
06 – O pistoleiro
07 - Sopro

Device - Antagonistic - 2010


Depois do EP Behold Darkness(2007) o Device (DF) nos presenteia com o full-lenght Antagonistic (2010). Trilha perfeita para uma tarde headbanger. Sem deixar a qualidade cair em todos os sentidos. Material gráfico de excelente nível. A solução da capa é simplesmente engenhosa e encaixa-se perfeitamente à nossa realidade cultural. Ainda traz o toque mágico de Russ Russel responsável por ícones da cultura extrema tais como: Napalm Death, Brujeria, Dimmur Borgir, The Exploited. Resultando numa produção esmerada que acaricia ouvidos sedentos por uma boa dose de peso, virtuose e potência sonora. “Let burn” inicia a porrada com um tapa na orelha, percebe-se uma tendência mais compassada sem esquecer a velocidade, tudo no lugar certo, sem exageros. A letra traduz o apocalipse da burrice humana. Dicção clara. Backing vocals agudos soando em perfeita união. “Bankrupt” continua com a fábrica de riffs. Bumbos precisos. Solo de melodia simples e eficiente. Pratos aplicados com maestria abrilhantam o peso. Termina com o refrão martelando o miolo. “Under the cross” apenas atesta a profunda influência do Thrash Metal, blast beats contrastando com uma cama sonora grave e quase lenta. “Insanity” mostra um lado mais melodioso, lembrando a boa influência do Doom Metal, de cadência lenta, mas de uma força brutal a melodia arrasta o ouvinte ao um suposto labirinto de dor e imagens delirantes. Guitarras dialogam em solos perfeitos. Repentinamente “Mind decay” começa. Vocais em destaque. Toda a banda soa uníssona. Sem surpresas o álbum segue a preciosa receita Old School. E talvez seja essa surpresa, manter-se incólume diante de tantas vertentes sem sentido. “Temptations desert” é pura energia, riffs envolventes, camadas sonoras revelando um caminho de êxitos no destino dos brasilienses. “The meaning of horror” é puro clima de pesadelo. Uma das melhores faixas onde se equilibram todos os elementos da banda. Atmosfera sombria. Final suave e inesperado. “Welcome” é um muro sonoro caindo sobre a consciência. Bateria explorada com vigor. Variedade sonora explorada a exaustão. Música perfeita pra amainar os ânimos. “Thanatos (morbidy curiosity)” é hipnótica com as guitarras em duo. Faixa de estrutura mais quebrada. Passagens mais longas. Guturais reverberando em alto e bom som. “Pátria dos porcos” ataca com um “lixo humano” deliberando no senado. Interessante isso de cada trabalho da banda ter uma música em português. E o resultado ficou excelente. A crítica social destilada em versos de pura ira. Que levantem os zumbis e caminhem sobre a terra devastada!

Nota: 8/10
Selo: Independente
Data de lançamento: ?/?/2010
Website: www.myspace.com/devicebrasil

Tracklist:
01 – Let burn
02 – Bankrupt
03 – Under the cross
04 – Insanity
05 – Mind decay
06 – Temptations desert
07 – The meaning of horror
08 – Welcome
09 – Thanatos (morbid curiosity)
10 – Pátria de porcos

Greenleeves - The Elephant Truth - 2009


O que se passa na cabeça de alguém em estado de coma? Até hoje a ciência, a religião especula sem sucesso sobre o fato. Descontentes e curiosos os rapazes do Greensleves resolveram criar um épico de 70 minutos baseados num poema de John Godfrey Saxe -(1816-1887) onde o surreal reina poeticamente. Instrumental virtuoso.Elephant Truth um álbum pra se ouvir com atenção. Direcionado pra quem realmente admira e respeita o estilo. Prog Metal, Power Metal, Heavy Metal, Speed Metal convivem harmoniosamente nas faixas. Um álbum conceitual por esses tempos em terras brasileiras é uma ato de ousadia. O único ponto negativo é o vocal lembrar de maneira exarcerbada Bruce Dickinson. Acho que dentro do estilo tem como utilizar outros padrões vocálicos sem descaracterizar a idéia original. Tornando assim menos óbvio e cansativo. No mais é um disco de várias facetas com uma espinha dorsal coerente. Transmite a mensagem ambicionada. Para os amantes do estilo é um prato cheio.

Nota: 6/10
Selo: Independente
Data de lançamento: ?/?/2009
Website:www.myspace.com/greensleevesbrazil
www.greensleeves.com.br

Tracklist:
01 – The coward’s refuge
02 – Parasites in paradise
03 – Fight my fear
04 – Not so long
05 – Come back to myself
06 – Exit
07 – Touch of the wind
08 – Out of reality
09 – Invisible man
10 – Time should be an ally
11 – Introspection
12 – Crisis
13 - Best friends
14 – The blind men and the elephant
15 – Blind by choice
16 – Recipes for the greatest lie
17 – Engineers of the day
18 – Flood
19 – Red ocean
20 – Passage
21 – Epiphany
22 – The sentence
23 – The coward’s refuse

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Scarlet Peace - Into The Mind's Labyrinth - 2004


Egressos da década de 90, Scarlet Peace executa Doom Metal repleto de influências. Melodias lentas. Atmosfera fúnebre. Melancolia gótica. Isso antes do estilo virar moda. Os sergipanos não medem esforços em elaborar verdadeiras canções de dor. Into The Mind’s Labyrinth convida ao um passeio pelos melindres da mente humana. Crise existencial. Paranóia. Introspecção. “Intro” preapara a mente do ouvinte pro mundo de sombras. “Sunset” inica-se com uma entrada magistral ao teclado. O vocal gutural de André que também é responsável pelo teclado e guitarra irrompe poderoso transmitindo toda a potência da música. Os vocais de Silvana são um detalhe que enriqueceu brilhantemente o trabalho da banda. “Into the mind’s labyrinth” é mais uma pancada no cérebro, pancada lenta que atordoa, os vocais em dupla em plena harmonia hipnotizam. “So far away from everithing” mais densa tal qual uma âncora conduz de maneira singular o individuo a reflexões soturnas. “Forgotten as the wind” traz a imagem de um moribundo nos últimos momentos de vida. Funesta, brutal, decadente. The Picture” com vocais em uníssono que lembra um brado viking, depois a faixa dissolve-se em depressão e ruína. Fecha o álbum com classe e categoria. Eis a prova de que territorialidade às vezes significa nada no processo de criação. Resta apenas esperar o próximo petardo de dor, visceralidade e agonia.

Nota: 8/10
Selo: Indepedente
Data de lançamento: ?/?/2004
Website:www.myspace/scarletpeace


Tracklist:
01 – Intro
02- Sunset
03 – So far away from everything
04 – Forgotten as the wind
05 – The picture

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Nonsense - diversão em preto e branco


Ouvindo Nonsensediversão em preto e branco, veio a mente várias bandas: Akira S e As Garotas Que Erraram, Black Future, Fellini e a mais esquizofrênica de todas: Vzyadoq Moe. Krautrock, Rock Vanguardista, Experimentalismo? O que realmente soa é um despretensioso ato criativo que para muitos soaria como mero esterco sonoro. Talvez seja isso justamente que venha a ser interessante no contexto das 5 faixas que se apresentam ao ouvinte. Numa mescla inusitada de poesia, colagens sonoras, instrumental aparentemente desleixado as canções soam de maneira anti-convencionais. “mundotv” revela o tédio cotidiano numa vinheta hilária. “descaso” realmente soa como se fosse um descaso, parece uma ressaca, um fim de noite, festa ruim. Tudo frouxo envolto em poesia niilista. “el magnifico” soa como se emergisse de um passado infantilmente tenebroso, os samplers remetem a algo na memória, porém não dá tempo de identificar. O vocal moroso, guitarra pesada, bateria monoritmíca dão o aval da insanidade. “contínua estrada” é mero ocaso musical. Letra de pretensa literariedade completa a piada sardônica. E para findar uma deliciosamente ridícula versão do clássico A Pantera cor-de-rosa. “pantera nonsense” até latido tem em contraste com os solfejos sensuais de Adriana Oliveira. Que John Zorn os abençoe.

Nota: 6/10
Selo: RV Records
Data de lançamento: ?/?/?
Website:www.bandanosnsense.com


Tracklist:
01 – mundotv
02- descaso
03 – El magnifico
04 – contínua estrada
05 – pantera nonsense

Plastic Fire - E.xistência P.arcial


Plastic Fire mais parece nome banda de rock progressivo. Porém no álbum E.xistência P.arcial temos um HC no estilo californiano. Composições simples como manda o estilo. Poesia, positividade, ativismo. “Contra o tempo” em segundos passa a mensagem de esperança inconformista. Em alguns momentos sente-se falta de um vocal mais agressivo. O excesso de rimas também não ajuda. “Futuro” aborda um tema bem batido mas tem uma ótima solução poética. Álbum mediano, poderia muito bem tocar em qualquer rádio. “Negativo” é de forte apelo comercial, fácil de escutar, sonoridade aprazivel.

Nota: 5/10
Selo: Jondongo Records
Data de lançamento: ?/?/?
Website:www.myspace.com/plasticfire


Tracklist:
01 – Contra o tempo
02- Há o amanhã?
03 – No ar
04 – Responsabilidade
05 – Entre os degraus
06 – Futuro
07 – Negativo

One True Reason - Confessions -


Confessions da banda One True Reason soa maçante. Instrumental óbvio. Repetindo a exaustão todo o arsenal de bandas do mesmo estilo. Sonoridade deixa a desejar. A pretensa tendência excessivamente positvista revela imaturidade intelectual. Quanto mais se houve mais atesta-se a qualidade negativa do produto. A cada faixa o ato de ouvir torna-se mais tétrico. Nenhuma razão pra seguir adiante.

Nota: 3/10
Selo: Pride Conviction Records
Data de lançamento: ?/?/?
Website:www.onetruereason.com


Tracklist:
01 – The hardest task
02- Coming back
03 – Sincere
04 – Scars
05 – Word of honor
06 – Forever gone
07 – Fake
08 – We will remain
07 – Awaken
09 – Mirror of disgrace

Descrentes - Armagedon - 2009


Descrentes traz 12 motivos para o ouvinte perceber o quanto é precioso o Hardcore Old School. Armagedon acaricia com sonoridade primal. Sem firulas destilam raiva, indignação, consciência política. A sensação que se tem é de se ser transportado aos primórdios do estilo. Guitarras minimais, bateria pulsante, vocais berrados ao limite, letras ferozes. “E você ainda acredita?” desbanca as formas políticas com furor. “Somente os ratos” é um vislumbre do futuro com escárnio refinado. “Descrentes”, aplica com qualidade indelével a ausência de esperança. “Cecília” revela-se uma verdadeira crise de consciência. Talvez algo que essas novas gerações não tenham. “Alice sonha demais” mete o dedo na ferida da realidade carioca que é a mesma do Brasil. “Super boy” conta uma triste história em poucas linhas. Armagedon soa como uma lição bem feita. Lembrem-se fazer o dever de casa é fundamental pra evoluir sonoramente.

Nota: 7/10
Selo: Indepedente
Data de lançamento: ?/?/2009
Website: http://www.myspace.com/descrentes
www.descrentes.com
Tracklist:
01 – Armagedon
02- E você? Ainda acredita?
03 – Isso é mais que um livro de auto-ajuda
04 – Somente os ratos
05 – Cecília
06 – Alerta
07 – O corpo
08 – Alice sonha demais
09 – Super boy
10 – Pé-de-boi
11 – Olho cego
12 – Vácuo

Meant To Suffer - Hiatus - Demo ep - 2009


Meant To Suffer é mais uma banda do que estimagtizou-se chamar de Deathcore. Hiatus traz 6 faixas. Em alguns instantes soa coeso. Mas a masterização não valorizou os graves. A capa segue a tendência de desenhos inspirados nos animes japoneses que assola até a dimensão do Gore Metal. Momentos de peso e de lentidão. Vocais bem colocados. Em outros instantes lembra a virtuosismo do Math core. Seria chover no molhado? Repetir fórmulas já saturadas parece ser o destino das novas bandas? Destaque pra “Effluvia” que se arrasta numa atmosfera de dor e é finalizada em alta velocidade. “The Wrecking” prova o tecnicismo da banda. Música de facetas múltiplas. Mas para um Demo-EP dá pra ter um vislumbre do que vem por aí.

Nota: 4/10
Selo: Indepedente
Data de lançamento: ?/?/2009
Website:www.myspace/meanttosuffer


Tracklist:
01 – Gods made of clay
02- .38
03 – The wrecking
04 – Minor universe
05 – Effluvia

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Life To Live - Não Transforme Tudo Em Caos -


Não tem jeito. Um equívoco é um equívoco. Life to Live é uma das representações perfeitas no que concerne ao pastiche.Não transforme tudo em caos oferece 12 motivos pra fugir da contemplação de tal disco. Simplesmente sem consistência as composições não agradam em nenhum sentido. Quando tentam ser agressivos não tem vigor. Se mergulham na possibilidade de um som mais sentimental agarram-se ao um pieguismo irremediável. Se buscam o caminho de um instrumental mais limpo revelam –se capengas no domínio. Sem maturidade o som mais incomoda do que agrada. Letras infantis. Masterização tosca. Pronúncia péssima. E pensar que o algumas bandas aos 18 anos criaram discos que mudaram os rumos da história da música. Outros insistem em patinar no erro. “Não dá mais pra agüentar a babilônia liderada pelo mal”, soa como o ápice da inaptidão. Nem banda de reggae pop tá mais repetindo isso. Enfim não há o que se dizer sobre o que não dá para avaliar.

Nota: 3/10
Selo: Pride Conviction Records
Data de lançamento: ?/?/2009
Website:www.myspace.com/lifetolivemusic

Tracklist:
01 – O direito se opõe a desgraça
02- Três horas de trevas
03 – Isso é mais que um livro de auto-ajuda
04 – Feeling free
05 – Durma um pouco antes de ouvir essa música
06 – Everlasting and eversucker
07 – Hastes
08 – Recosntrua seu nome
09 – Eu tenho 10 motivos pra fugir daqui
10 – Sempre foi assim
11 – O direito se opõe a desgraça – vs.02
12 – Eu tenho 10 motivos pra fugir daqui – vs.02

Facada - O Joio - 2010


Depois de anos fortalecendo o cenário extremo nacional e internacional, Facada não faz feio e lança outro exemplar do mais puro desequilíbrio mental: O joio (2010). É um destroçamento sonoro atrás do outro. Grindcore de altíssimo nível eclodindo na mente, destruindo os resquício de tédio e hipocrisia. Capa belíssima ao ponto da náusea. Energia, desprendimento, entrosamento. Conta com a produção de William Blackmon(Gadget), engenheiro de som, sueco, que não mediu esforços pra deixar o álbum uma verdadeira pérola de sonoridade brutal. É um desgraceira atrás da outra. Sem folga. Pode-se dizer que já é um dos melhores álbuns do semestre e candidato a lista de melhores do ano. “Os porcos comem meu rosto” é perfeita em seu andamento. Rudimento eficientes. Tempos quebrados. Vocal impecável. “Escassez=lucro” instiga debater-se pela sala. “O joio” atropela, um riff atrás do outro, crust core compassado, e tome blast beat na orelha. “Descendo o sangue igual torneira” ecoa na cabeça e dá vontade de sair gritando. E ainda de quebra cover de um dos ícones do undergorund brasileiro: DFC. “Lucro e fim”, executado com maestria honra no estilo “Facada”, e temos um versão no mínimo perfeita pra finalizar um álbum não menso sublime.

Nota: 9/10
Selo: Indepedência, Gallery, Hum. Mortos, D. Trholl
Data de lançamento: ?/?/2010
Website:www.myspace.com/facadanagoela

Tracklist:
01 – Podem vir
02- Tu vai cair
03 – O Joio
04 – Inferno do meio-fio
05 – Os porcos comem meu rosto
06 – A arrogância é meu privilégio
07 – Escassez = lucro
08 – Mazzela(forró, futbol, Jesus)
09 – Distinction to gain respect
10 – Procura o que fazer, sofrer é teu dever
11 – Descendo sangue igual torneira
12 – Chovendo baratas
13 – Satanist
14 – Lucro e o fim(DFC Cover)

Julgamento - Flagelo Fatalista - 2009


Peso, violência, filosofia são uns dos elementos que compõe o álbum Flagelo Fatalista da banda Julgamento. Nada de novo sob o sol. Mas a banda dá o recado com eficiência. Instrumental raivoso reverberando indignação. Timbres secos, graves, encorpados. Momentos de crossover, grooves envolventes, blast beats cativantes. Vocal transmite pura injúria. Encarte econômico mas de boa resolução e de bom gosto. “Gatilho” inicia a pancadaria, vocal urrado, levada crust core, turbilhão de ódio envolvente. “Olhos Insanos” é belamente veloz, desabafo doloroso, angústia reinante. “Vulnerável” é pra agitar a roda, groove pesadíssimo, letra sinistra. “Flagelo Fatalista” avassala num rompante de ódio, velocidade constante, ótimo trabalho de bateria e baixo, um soco no pescoço. “Palimpsesto” parece ser mais lenta, engana, tempos quebrados, bumbos incessantes, passagem mais calma pra findar num caos sonoro. “Lacunas” ataca com um inicio meio tribal, e desce a lenha com gosto de gás. “Propaganda” tem um belo momento de blast beats, caixa aguda e seca reverberando na orelha. “Aforismo” é curta, tal qual um aforismo filosófico passa a mensagem e se extingue. “Miasma” parece profética, peso, peso e harmônicas, vocais mais agudos. Finaliza o álbum deixando um gosto de quero mais.

Nota: 7/10
Selo: Blasted Flag Records
Data de lançamento: ?/?/?
Website:www.myspace.com/julgamento


Tracklist:
01 – Gatilho
02- Olhos insaanos
03 – Vulnerável
04 – Flagelo fatalista
05 – Palimpsesto
06 – Lacunas
07 – Propaganda
08 – Aforismo
08 - Miasma

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Blazing Dog - Metallic Beast - 2009


Quando apelar pra inovações toscas não gera bons frutos urge um retorno às raízes. Blazing Dog executa tal tarefa com maestria. Metallic Beast transborda Heavy Metal até a última nota. Lembrando a velha cena do início dos anos 80. Verdadeiros hinos pra serem cantados, regado a muita cerveja. Pode-se dizer que é um álbum sem pretensões que dá conta do serviço. É um riff atrás do outro. Baixo e bateria em perfeita sincronia. Solos sem exageros. Projeto gráfico bem elaborado. “Will of steel” inicia o álbum com belos solos, é uma faixa que ao vivo deve ser puro peso. “ Insane Minds” é a faixa mais feroz do álbum, riffs quebrados, solo onde demonstra-se toda habilidade dos instrumentistas. “Assassins” traz na introdução elementos orientais, logo após a melodia cortante das guitarras faz a cama para história inspirada na Pérsia. O único tropeço é a balada “Wasted Bullets”, piegas, nada a ver com a estrutura restante do disco. Para os amantes do metal tradicional esse é um álbum perfeito e que não deve faltar na estante.

Nota: 7/10
Selo: Blazing Records
Data de lançamento: ?/03/2009
Website://www.myspace.com/blazingdog


Tracklist:
01 – Will of steel
02 - Battle splendour
03 – Silent grave
04 – Icarus
05 – Supremes wings
06 – Assassins
07 – Easy rider
08 – A thousand deaths
09 – Wasted bullets
10 – Blazing dog
11 - Insane minds
12 – Dance of skeptics

Reconcile - Reconcile - 2009


Reconcile nos presenteia um álbum repleto de energia, mensagens positivas e indignação. Os hermanos não fazem por menos. Reconcile, o álbum, soa redondo. Cada faixa diz ao que veio. Protesto, sentimento, poesia. Mesmo não sendo minha praia devo reconhecer o talento dos argentinos em elaborar canções contagiantes. Em alguns momentos chega a lembrar algo no estilo Math Core. Aspectos de Indie Rock também permeiam as composições. “Still” vem rápida, seca e pegajosa, 56 segundos de pura fúria. “Safe” é uma brado de rebeldia imerso em poderosa esperança. É uma pancada atrás da outra. “Past” é direta e sem espaço pra respirar. “Rope” vem com toda a força. Explode no ouvido e não sai mais. “Traitors” traz uma introdução quase suave, para logo após mergulhar-nos num redemoinho de pura revolta. “Fe” começa em fade in vindo, surgindo, instrumental sem firulas, um dos melhores momentos do álbum. “La Ultima Copla finaliza o petardo numa cadência mais arrastada, enaltecendo o vocalista que parece soltar todo o oxigênio em prol da canção. Utopias a parte eis um bom disco.

Nota: 7/10
Selo: Seven Eight Life Records
Data de lançamento: ?/?/2009
Website://www.reconcilehardcore.com


Tracklist:
01 –Still
02 - Safe
03 – Past
04 – Rope
05 – Traitors
06 – Fe
07 – Clouds
08 – Blurred
09 – Sing
10 – Tainted
11 – La Ultima Copla

Las Palabras Queman - A Punto De Estallar


Las Palabras Queiman impressiona na capa. O miolo é bem diferente. Instrumental mediano com vocal afetado que beira ao irritante. O Hardcore tomou rumos estranhos logo após a década de 90. De pérolas do porte de Blag Flag, Extreme Noise Terror, Olho Seco, Dead Kennedys; é uma fórmula que não se repete mais nos tempos de hoje. O positivismo exacerbado, a postura quase anarco-marxista de algumas bandas atuais soa extremamente falsa. Por mais que tentem não convencem. As canções deste álbum é um passeio tedioso no que se refere ao estilo. Letras de um pieguismo irremediável: “Revivir la luz que hay em el corazón”, que pérola de mais puro mau gosto. Nada de especial. Composições frouxas. Banda digna de seriado televisivo infanto juvenil. Imagino essa banda numa verdadeira trincheira de guerra. Será que o engajamento sobreviveria 15 segundos?

Nota: 4/10
Selo: Seven Eigth Life Sudamerica Hardcore Recording
Data de lançamento: ?/?/?
Website://www.myspace.com/laspalabrasqueimam


Tracklist:
01 – Tomar el control
02- A punto de estallar
03 – Las palabras queman
04 – Un passo más
05 – Essencial

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Unliver - Unexpected Sonic Violence...Proud to Be Unconventional - 2009


Uma obra justifica-se apenas por um detalhe ou pela harmonia geral de suas partes? De que vale a maturidade técnica se essa não tiver aliada à uma mente sensível que saiba aparar as arestas? Pois é. Unliver literalmente esbarra nesses questionamentos. Não resta dúvida do domínio da técnica. Porém é gritante a avalanche de clichês em que a banda se afoga. Atirando para todos os lados, parece revelar um desespero por reconhecimento instantâneo. Unexpected sonic violence... não sabe pra onde vai desde “Clones” até a faixa de número 13, que por mais estranho que pareça veio sem título e não é creditada no encarte do álbum. Masterização reles que não valoriza em nenhum instante as “composições”. Vocais equivocados beirando a desafinação. Ranço de Nu metal, Dark Metal, Death Metal, Thrash Metal, Hard Rock, etc e tal. Art Work desprezível que nada diz da banda. Se fores míope não leia o encarte. Literalmente impossível devido ao tamanho da fonte. Lembrando Ezra Pound; estamos diante do que ele classificaria como diluidores de estilo. Trazem todas as qualidades do passado mas pecam na mescla e nada trazem de interessante à cena. Espera-se que o tempo e sua potência implacável tragam a experiência e sensibilidade necessárias, conduzindo ao um novo patamar de criação.

Nota: 4/10
Selo: Indepedente
Data de lançamento: ?/?/2009
Websitehttp: http://www.myspace.com/unliver
www.unliver.com


Tracklist:
01 – Clones
02- Carnal Seduction
03 – Cowntdown 2012
04 – Eleavation
05 – Another Chance
06 – Sin Miedo
07 – Lost heroes
08 – Massive killing command
09 – House without windows
10 – Vortex of greed
11 – Liver in drugstores
12 – Die with dignity

terça-feira, 22 de junho de 2010

Kamala - Fractal - 2009


Kamala surpreende com um álbum que causa confusão ao marinheiro de primeira viagem. Classificar como Thrash Metal seria limitar preconceituosamente, mas não deixa de se encaixar perfeitamente no estilo. Porém a influência de vários estilos sente-se presente no álbum. Traz timbres, texturas, outrora relegados a outras esferas do metal pra não dizer da música em geral. Gravação impecável. Solos executados com maestria. Refrões que aderem a mente num piscar de olhos. O material gráfico de tão belo torna-se suntuoso. Encarte perfeito. Diagramação objetiva. Sabe-se bem que a mescla de estilos revela um terreno perigoso. Onde às vezes um detalhe abrilhanta obtém-se resultado contrário. O único defeito ,se é que se pode definir dessa maneira, é a tentativa de aplicar vocais mais melodiosos, limpos.Estão a “chover no molhado”. Mas no que concerne o resto do conceito musical a banda soa perícia extremada. Vigor, inovação e experiência é o que nos presenteia Fractal o segundo álbum da banda. “Stand on my manger” atropela os sentidos com um riff martelante, guitarras dobradas em perfeita harmonia, passagem cadenciada pra quebrar o pescoço. “Push” mergulha o ouvinte num mar de melancolia, o refrão entorpece, tudo é pesar nesta faixa. “Determination” em sua introdução traz elementos de cultura árabe, efeitos eletrônicos, sem prejudicar em nada o estilo da banda, faixa repleta de variações agrada em cheio ao ouvinte mais eclético. A faixa que intitula o álbum deixa a desejar, por ser instrumental, permitia uma variante maior de experiências sonoras. Repousam na obviedade repetindo elementos já aplicados a exaustão. No mais os paulistas estão de parabéns. É só seguir sem medo do futuro. Sem esquecer das raízes.
Nota: 7/10
Selo: Freemind Records
Data de lançamento: ?/?/2009
Websitehttp: http://www.myspace.com/kmlthrash
www.kamala1.net

Tracklist:
01 – Consequences
02 – Stand on my anger
03 – Purify
04 – The fall
05 – Push
06 – What is that?
07 – In others mind
08 – Determination
09 – No turning back
10- Fractal
11- Stilbirth

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Khrophus - Presages - 2009


Ouvir Presages é uma aula de Technical Death Metal. Khrophus impressiona pelo excelente nível técnico. O Brasil como sempre prova que é um celeiro do metal extremo do mais alto nível. O power trio estraçalha os instrumentos. O vocal extremamente gutural não dá folga. Vale destacar a dicção bem articulada. Baixo e bateria em plena harmonia criando a ambiência perfeita para os riffs matadores de Adriano Ribeiro. Masterização equilibrada lhe permite a percepção clara de todos os detalhes das composições. Esse é um dos raros álbuns dentro do metal extremo em que o baixo foi valorizado. Ouve-se com perfeição cada nota da magia dos graves. Tudo soa precisão, sentimento e entrega. Se estás em paranóia não ouça ou ouça pois só assim irá entender a cosmogonia do trio que mescla paganismo, crise existencial, niilismo e poesia. Independente das condições capilares é um álbum pra bater cabeça até o limite do torcicolo. “Of the elders” enaltece o vocal agudo rasgado em contraste com o gutural, deveria ser mais utilizado pois abrilhanta mais ainda a obra. “Slaves of hunger” amacia o ouvido com uma introdução belíssima de cordas com direito a harmônicas mas não se iluda com a possibilidade de uma faixa mais suave, nem em sonho, logo após a introdução, a velocidade cadenciada em melodias cativantes toma conta da orelha. A melhor faixa em minha humilde opinião é a última; “Spirits” mescla técnica, velocidade e peso sem se tornar excessiva, todos os instrumentos são destacados, backing vocals perfeitos, finaliza o álbum com classe do mesmo modo que iniciou.

Nota: 8/10
Selo: Independente
Data de lançamento: ?/?/2009
Website: http://www.myspace.com/khrophus
www.khrophus.com

Tracklist:
01 – Dominated
02- Symbols or not?
03 – Of the elders
04 – Statues
05 – Returning to Apollo…resurrecting from the darkness
06 – Fisher of souls
07 – Slaves of hunger
08 – Spirits

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Frontal - Vida Convicta - 2009


Mesmo em tempos tão difíceis em que tudo se dilui e é relegado ao esquecimento soa reconfortante ver que alguns poucos ainda persistem incansáveis em seu trajeto de transformação do real. Contrariando o destino irrefutável de um dia sermos meras máquinas de consumo desenfreado. Frontal traz neste álbum um verdadeiro massacre de ódio revolucionário. Vida Convicta agrada desde o artwork à masterização. Tudo extremamente profissional e de bom gosto. “Terrorismo” com introdução do áudio do ataque de Osama ao WTC prepara o ouvinte pro redemoinho que se segue. Riffs incessantes dão início ao um crossover aniquilador, breakdown com vocal declamado no melhor estilo panfletário. Com som de pratos cristalinos inicia-se “Sobre Ser Libertário”, grita por liberdade, ódio e ação. “Nova Terra” destrona qualquer desesperança. Traz a veia anarquista num incêndio de poesia revolucionária. Induz à uma transformação interior antes de tudo. A faixa que intitula o álbum é pura cadência headbanger, breakdowns poderosos, guitarras uníssonas num trabalho belíssimo, vocal berrando até o estertor mas entende-se tudo, backing vocals no melhor estilo Hardcore Novaiorquino. “Elo de amor” é sucinta em sua mensagem, louva uma estrutura de família isenta de sectarismos, preconceitos e delimitações. Faixa rápida, quase minimalista. Um tapa no ouvido. “Foto-simulação” a faixa mais longa do álbum também é a mais trabalhada, puro discurso ativista, convida o povo às ruas. Finaliza o álbum com classe e dando o recado com clareza. “Se desordem é liberdade seremos subversores da ordem” – Karne Krua.

Nota: 7/10
Selo: One Voice
Data de lançamento: ?/?/2009
Website:http://www.myspace.com/frontalonline

Tracklist:
01. Terrorismo
02. Sobre Ser Libertário
03. Nova Terra
04. Vida Convicta
05. Elo De Amor
06. Foto-Simulação

terça-feira, 18 de maio de 2010

Trash Talk - Eyes Nines - 2010


Teleportado para minhas mãos através da cosmogonia tecnológica: Trash Talk estabelece uma certa confusão em minha mente calejada. Eyes Nines soa confuso, doentio e quase sem rumo; e isso é o melhor de tudo. Momentos fortuitos que beiram o Crust Core, em outros instantes uma atmosfera pós-punk toma conta. Ouvi uma, duas três, depois perdi a conta. E quando dei por mim estava meneando a cabeça ao som quase sem querer. É um álbum repleto de energia. Riffs básicos. Hormônios explodindo em intelecto e revolta. “Vultures” talvez seja um desafio do tempo, pois não parece ter só 56 segundos, vinheta que parece música é algo realmente diferente. “Flesh Blood” meio arrastada com vocal esgoelado, passagens que remetem ao industrial, depois mais porrada Hardcore. “Explode” soa tal qual um hino de revolta, refrão pegajoso, passagem meio indie rock, finaliza ecoando no miolo. “Hash Wednesday” soa sombria, timbres crus, traz á tona o lado melancólico da banda; faixa longa colocada estratégicamente na metade do álbum supostamente com a intenção óbvia de equilíbrio. Dito e feito. “Envy” volta destronando, mais uma vinheta com cara de música, tempo curto, variedade bem aplicada. E sem corte uma faixa emenda na outra, “Rabbit Holes” é ânsia pura, do jeito que começa termina, sem avisar pegando o ouvinte de surpresa. “I Do” começa com um clima down, e quando menos se espera já acabou. “Trudge” é reta, com vocais acelerados, nesta faixa percebe-se um destaque melhor da bateria e do baixo. “On A Fix” é verdadeiro inferno, faixa perfeita para uma roda apocalíptica de gente trucidando-se em prazer tribal. “Eyes Nines” finaliza o disco com estilo. Traz um final mais cadenciado. Com ênfase tribal nos tambores. O som desaparece num fade-out deixando apenas a microfonia como lembrança.
Nota: 6/10
Selo: Trash Talk Collective
Data de lançamento: 18-08/05-06/2010
Websitehttp: http://www.myspace.com/trashtalkfu

Tracklist:
01. Vultures
02. Flesh and Blood
03. Explode
04. Hash Wednesday
05. Envy
06. Rabbits Holes
07. I Do
08. Trudge
09. One A Fix
10. Eyes Nines

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Annotations Of An Autopsy - Reingns Of Darkness - 2010


Como sempre as terras britânicas rendem bons frutos dentro do underground. Annotations Of An Autopsy mostra eficiência, talento e perserverança no novo full-length: The Reigns Of Darkness. O título sugere uma banda no estilo Gore mas o que se ouve é Death metal sublime e bem executado repleto de todas as influências que o estilo possa trazer. Guitarras matadoras, baixo marcante, bateria precisa e fatal, vocal emergindo das profundezas do mais puro ódio traduz com precisão sentimental a visão da banda. O Artwork do álbum lhe prepara para a viagem conturbada. Misto de ciência, niilismo, crítica religiosa, caos generalizado; o álbum desmistifica a possibilidade de qualquer esperança. Traz à tona um futuro muito cruel para a raça humana. Visões de uma ciência pretensamente inteligente que afundada em erros apenas dissemina miséria, doença e morte. Destaque para “Bone Crown” que traz a participação de Erik Rutan(Morbid Angel, Hate Eternal) que dispensa quaisquer apresentação. “Born dead”, iniciada com blast beats nervosos, logo após adentra uma cadência mais lenta quase hipnótica. Um solo simples mas belo. Boa demonstração de como o tradicional convive com aspectos vanguardistas sem cair em firulas excessivas. “Emptiness” revela-se uma pérola headbanger. Velocidade, peso, groove, vocais a beira do colapso. Poesia decadente transmutada em música. Dedilhados, sussurros equilibram a atmosfera claustrofóbica. “ In snakes i bathe” revelam que os rapazes são mestres na mesclas de estilos. Nessa faixa tem de tudo. Resquícios de vários estilos que culminam numa bela composição. “Portraits of souls” traz uma atmosfera mais Black metal, direta, seca e de equalização mais aguda. A.O.A.A é banda obrigatória no player de qualquer um que valorize metal extremo de qualidade. Voilá! e viva o barulho!

Nota: 8/10
Selo: Nuclear Blast
Data de lançamento: ?/?/2010
Website:http://www.myspace.com/annotationsofanautopsy

Tracklist:
01. And So It Begins...
02. In Snakes I Bathe
03. Born Dead
04. Bone Crown [feat. Erik Rutan]
05. Emptiness
06. Catastrophic Hybridization
07. VII: The Horror, The Destruction...
08. Impale The Sun
09. Portrait Of Souls
10. Cryogenica
11. Into The Black Slumber

Valkyrja - Contamination - 2010


Da enxurrada de definições estilísticas que norteiam o Black Metal fica difícil nos tempos de hoje definir ao qual estilo uma banda pertence. Mas isso não gera dúvida quando se fala de Valkyrja. É Black Metal. Mesmo que os radicais de plantão e suas miríades de estilos e sub-estilos torçam o nariz. Contamination traz músicas elaboradas com o pior que há no ser humano. Nota-se uma esquizóide relação com a natureza e o processo de devastação que a metástase humana provoca. A capa de compleição minimalista demonstra a prepotência negativa do poder do bicho homem. E nessa senda de destruição é que surge um álbum pra ser ouvido com atenção. Camadas sonoras remetem ao estado misantrópico. O vocal nem screamer e nem gutural revela-se uma singela surpresa. Guitarras passeiam uníssonas. O baixo incessante junto com a bateria completa a harmonia destruidora. A banda aponta pra uma evolução sem esquecer as lições do passado. Em alguns trechos percebe-se uma sonoridade grave. Coisa rara dentro do estilo. Gravação excelente. Timbres limpos. Equalização de alto nível. Curiosamente as últimas faixas são as melhores. “The womb of disease” amacia o ser com uma introdução soturna, depois explode em um torvelinho de louvor ao caos generalizado. Nem o solo límpido e melodioso do final deslegitima o torpor musical. “Welcoming worms” é um verdadeiro libelo pró-putrefação. Agonia, sensação iminente de morte, desespero. Veloz, crua, devastadora. “A cursed seed in the world” traz em cavalgadas o profeta disseminando a excelência destrutiva da humanidade sobre o planeta. Um verdadeiro épico para se ouvir ao entardecer. “The adversarial incentive within all” finaliza o disco entre a contemplação da dor e ruína da fúria. Excelente escolha para finalizar um obra. Maturidade sonora é essa impressão que Valrkyrja passa. E que venha 2012!!!

Nota: 7/10
Selo: Metal Blade
Data de lançamento: ?/?/2010
Websitehttp: http://www.myspace.com/valkyrjaswe

Tracklist:
01 – Advent..
02- Oceans To Dust
03 – Catharsis (Contaminate The Earth)
04 – Solstice In Withdrawal
05 – Laments Of The Destroyed
06 – Ambience Of The Dead
07 – The Womb Of Disease
08 –Welcoming Worms
09 – A Cursed Seed In The World
10 – 10-The Adversarial Incentive Within All

segunda-feira, 22 de março de 2010

BENEDICTION - SALVADOR - 2010




Antes de tudo. Este é um depoimento sentimental. Não há o mínimo de profissionalismo. Pois estava arrebatado então não levem em consideração se deixei passar alguma coisa. 20 anos na senda do underground ainda fico surpreso com a força desse fenômeno. Sábado nublado em Salvador. Tudo preparado pra receber uma lenda viva do Death Metal Old School: BENEDICTION! O evento estava marcado pra começar às 20 horas mas como sempre nunca começa. Mesmo com as mudanças de última hora o evento foi um sucesso. O Benediction foi a primeira banda. Massacrando os ouvidos com uma chuva de clássicos. O som estava perfeito. Marshalls estourando os tímpanos. A banda extremamente coesa. Dave Hunt não deixa nada a dever a Barney Greenway. Dá conta do serviço de maneira impressionante e profissional, sem contar na simpatia, dava pra ver a satisfação dele perante o público. Um frontman como poucos. Guturais do mais alto nível.Foi pura entrega. O ogro careca Nicholas Barker simplesmente destilando velocidade e precisão nas baquetas deu um show a parte. Mesmo com o ar condicionado no talo o suor descia no palco. A energia da banda simplesmente contagiante. Mas o ápice do show foi quando anunciou Subconcious Terror. A resposta do público foi imediata. Enfim foi um show pra ficar na memória do underground nordestino. Logo após a Into The Corpse, banda que tem como baterista uma lenda viva da cena extrema soteropolitana: Tovar, um dos membros fundadores de umas das bandas mais inusitadas que o Brasil conhece: Bosta Rala. No estilo splatter com pitadas de gore a Into The Corpse deu o recado. Porque mesmo depois da pedrada que foi o show do Benediction eles conseguiram mandar bala com um repertório nojento digno de qualquer necrotério. Todos no estilo, vestidos com máscara de gás, vocal ininteligível, grave até o talo, maravilhosamente desconjuntado, insanidade cirúrgica a dar em doido. Logo após minha cachola já estava repleta de cerveja e não acho justo relatar com imprecisão sobre o resto do evento. E tivemos que sair mais cedo para retornar a Aracaju cidade onde moramos. Mas tenho certeza que as outras bandas:ESCARNIUM, POISONOUS, INSIDE HATRED, deram seu recado com profissionalismo e perfeição. Mesmo a Escarnium que tocou desfalcada de um dos seus membros por motivos de saúde. A cena de SSA está de parabéns. Show pacífico, sem stress, cerveja gelada, som excelente. Que venham mais lendas para as plagas nordestinas. Stay extreme metal!

fotos: Ralf.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Sarkaustic - Same old story


Tudo começou com uma brincadeira em 2003. E a peraltice continua firme sete anos depois. Sarkaustic é o que poderíamos classificar de um exemplo purista. Como eles mesmo definem Thrash/thrash. O disco bem que poderia se chamar Same old School. Same old story soa desprentesioso, divertido e nostálgico. A masterização segue à risca os padrões dos anos 80. O acabamento gráfico simples mas eficiente transmite com qualidade a intenção da banda. A faixa que nomeia o disco é direta. Riffs certeiros. Bela maneira de se contar uma história bizarra. “Make me god” segue no mesmo rumo. Cadência reta. Destaque pro diálogo das guitarras.Crítica social e religiosa com alto nível de ironia. “No other chance” é daquelas faixas de gerar redemoinho. Mas sinto falta de um vocal mais agressivo, esse detalhe não tiraria a intenção purista da banda de seguir as raízes clássicas do Thrash Metal. “Aimless” , variações, cadência hipnótica, vocais limpos. Típica faixa onde a banda demonstra o domínio dos instrumentos. “Anger: free” , a penúltima. Riffs fortes e graves. É thrash até a veia. Ódio pela vida destilado, passado revivido em alto e bom som. “A lesson in violence (Exodus tribute)” mostra de onde tudo se originou. Que a brincadeira dure mais sete anos e mais. Thrash Metal ubber rules!!

Nota: 7/10
Selo: Independente
Data de lançamento: ?/?/?
Website: www.myspace.com/sarkaustic

Tracklist:
01 – Same old story (S.O.S.)
02 – Make me god
03 – No other chance
04 - Aimless
05 – Anger: free
06 – A lesson in violence (Exodus tribute)

sábado, 6 de março de 2010

Pentacrostic - The meaning of life


20 anos de dedicação ao metal extremo. 6 álbuns. É um prazer inigualável ouvir The Meaning of Life, álbum mais recente do Pentacrostic: o nome fala por si só. Remanescente das profundezas do metal nacional, mostra maturidade sonora aliada a novos elementos em sua música sem se deixar levar por excessos ou maneirismos que muitas vezes desvirtuariam os mais novos. Outrora com uma pegada death/doom Pentacrostic surpreende em The Meaning of Life, álbum conciso, forte e equilibrado. Todos os elementos que consagraram o estilo se fazem presentes: peso, velocidade, sonoridade old school, solos limpos e bem executados. A capa traduz a essência da banda numa bela imagem. “Morbid desires” mostra ao que veio. Inicia-se com blast beats esquentando o pavilhão auricular. Depois entra no thrash para logo após cadenciar a cachola headbanger numa atmosfera doom que finaliza a música com perfeição. “Enemy of life’s enemy” me faz sentir em plenos 80/90. Solos belos, alavancadas perfeitas, pratos aplicados de maneira brilhante. “Mistake” começa na porrada, mantém por alguns minutos, e decrescente a música transmuta-se, alcançando uma transe até findar num final abrupto e surpreendente. “Sign of betrayal” é puro anti-cristianismo, um soco na fuça dos hipócritas que no mínimo não conhecem história e se deixam levar por um ideal tão manipulador; curta e grossa, uma das melhores faixas. “The meaning of life” é caos, desesespero, futuro decadente, a música é mosh puro, bumbos executados com perfeição, um perfeito exemplo de como uma música pode ter vários elementos sem ser tedioso e equivocado. Mesmo sendo a faixa mais longa dá o recado com maestria. “Cannons of pain” é uma das faixas mais enérgicas do álbum, ataques bem colocados, que me perdoem os puristas, mas tem um belo groove essa faixa. “Is death...an illusion of pain?” interroga e confunde num momento de poesia existencialista. “Damnation of all sinners” segue a paulada do resto do álbum, mais discurso anti-religioso, riffs que remetem ao black metal. “World’s devastation” é paranóia nuclear na veia, descrença total nos ideais humanos. “Welcome to the suffering” finaliza o disco no melhor estilo rápido e rasteiro. Constante, feroz e insano. Eis o exemplo e espero que seja seguido pelas novas gerações. Afinal 20 anos não são 20 dias!
Nota: 8/10
Selo: Old Pride Records
Data de lançamento: ?/?/2009
Website: www.myspace.com/pentacrosticbr

Tracklist:
01 – Morbid desires
02 – Enemy of life’s enemy
03 – Mistake
04 – Sign of betrayal
05 – The meaning of life
06 – Cannons of pain
07 – Is death…an illusion of pain?
08 – Damnation for all sinners
09 – World’s devastation
10 – Welcome to the suffering

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Unlitface - My seasons - Promo


Heavy metal, rock progressivo, dark metal? Unlitface se encaixa perfeitamente dentro desses estilos.Duas faixas: a faixa que entitula o promo inicia com teclados para logo em seguida riffs básicos e fortes marcarem a cadência da melodia. Baixo e bateria bem harmonizados e equalizados sustentam a estrutura. O teclado literalmente some no meio dos instrumentos. Porém a banda se perde na definição dos vocais. Tudo soa perfeito até o vocal adentrar o estilo “heavy metal” com agudos imperfeitos que soam tal qual um falsete. Se permanecesse na linha mais gutural do início da música o resultado seria mais interessante. Saber explorar com técnicas os limites da extensão vocal é uma arte para poucos.“Wrong enemies” começa com uma suave introdução de violão dedilhado e a base fazendo o alicerce. O vocal revela-se mais maduro, mais apenas por poucos minutos, deixando seu timbre natural, volta a passear por tons que não são de seu domínio. Ataques precisos na metade da melodia. No final da música o baixista demonstra toda a sua habilidade num arranjo suntuoso. Destaque pra arte gráfica de Gustavo Sazes responsável por belíssimos projetos, vide: Arch Enemy, Godforbid, Nightrage entre outros. Mas capa não salva disco. Quem sabe na próxima.


Nota: 4/10
Selo: Independente
Data de lançamento: ?/?/?
Website: www.myspace.com/unlitface

Tracklist:
01 – My seasons
02 – Wrong enemies